sábado, 18 de maio de 2013




Convido você a participar de um retiro de meditação e silêncio.
Reserve sua vaga

“Por meio da meditação, é possível experimentar uma paz interior estável e silenciosa que pode construir em ambiente permanentemente tranqüilizador para todas as atividades – quer sejam harmoniosas ou atribuladas – que as responsabilidades da vida exigem. A felicidade perene reside em manter uniforme esse estado de tranqüilidade mental”.
Paramahansa Yogananda


Data do Evento: 20/21/22 e 23 de Junho
Vagas: 15
Retiro Tao Tien – Cidade de Extrema (150 Km de São Paulo)
PROGRAMAÇÃO

20 / 06 – Chegada à noite

21 / 06 – Inicio da Programação

8:00h – Café da Manhã
9:00h – Apresentação das profissionais e dos participantes
                Orientação sobre Meditação Filosofia e Pratica
                Inicio da Pratica Meditativa
12:00h - Almoço (em silencio)
13:30h  -  Entrevista Inicial com as profissionais
15:00h - Alinhamento dos Cakras (Meditação Védica)
16:30h  - Coffee Break
17:00h -  Vivência
19:00h - Jantar
20:00h - Filme / Reflexão
22:30: Recolhimento

22/ 06 - Sábado
7:30h - Meditação  Dinâmica - OSHO
8:00h - Café da Manhã
9:00h - Palestra / Reflexão sobre o filme e os sonhos
10:00h - Meditação  Com Mantra
11:00h - Fundamentos da Meditação Mindfulness
12:00h - Almoço em silencio
13:30h - Entrevista com as facilitadoras
14:30h - Palestra - Mantram Sons de Poder
15:30h - Meditação Contemplativa
17:00h - Coffee Break
18:00h - livre
19:00h -  Jantar
20:00h – Vivência com Fogueira

23/06 - Domingo
7:30h – Meditação Mindfulness
8:00h -  Café da amanhã em silêncio
9:00h - Palestra “Psicologia e Espiritualidade”
11:30h - Meditação Caminhando
12:00h - Almoço
13:00h – Reflexões
15:00h - Encerramento


O Retiro Tao Tien fica no topo da montanha, local apropriado para aprender a meditar, aprimorar a técnica, provocar profundas transformações internas, encontrar a paz e o silêncio num local especial com uma bela paisagem.

Todos os participantes devem levar toalhas de banho, as roupas de camas serão cedidas pelo Retiro Tao Tien. Se possível devem levar o Japamala. Roupas leves, quentes e confortáveis, lembrando que estaremos numa montanha e na época do inverno.

Valor do Investimento: R$ 850,00 - Taxa de Inscrição: R$ 200, o valor restante deve ser pago até três dias antes do retiro. Em caso de desistência o valor na inscrição não será devolvido. No valor está incluso as acomodações em quartos com beliche e três refeições mais o cofee break. Podem ser feitas reservas para suítes, porém o valor será diferenciado. Serão poucas vagas. Dedicação Plena a todos os participantes para um trabalho interno profundo e transformador!

Facilitadoras: Sonia A F Santos ( Saleela Devi) – Psicoterapeuta, Prof de Yoga, Filosofia  Oriental e Meditação, atua com Psicologia Budista e Integral a mais de 20 anos

Fatima Bittencourt  - Psicóloga proprietária do Grupo Sanare (Rio de Janeiro), atua com Psicologia Budista a mais de 20 anos.

Maiores informações e inscrição com Saleela Devi
Tel (11) 99463 5825




Agati Sutta

“Suponha, praticantes, que há uma hospedagem. Viandantes vêm do leste, do oeste, do norte, do sul para se hospedarem nela: nobres e brâmanes, mercadores e servos. Da mesma forma, praticantes; um praticante que cultiva o Nobre Caminho Óctuplo, que pratique assiduamente o Nobre Caminho Óctuplo, compreende, com o mais elevado conhecimento, que esses estados são para ser assim compreendidos; abandona, com o mais elevado conhecimento, esses estados que são para ser abandonados dessa forma; e cultiva, com o mais elevado conhecimento, os estados que são para ser cultivados dessa forma; chega à experiência, com o mais elevado conhecimento, os estados que são para ser cultivados dessa forma.”
“Quais, praticantes, são os estados a serem compreendidos com o mais elevado conhecimento?”
São os cinco grupos de apego. Quais? O grupo do corpo, o grupo das emoções, o grupo da percepção, o grupo das formações mentais, o grupo da consciência...
Quais, praticantes, são os estados a ser experenciado com o mais elevado conhecimento?
São a ignorância e a ambição.
“E quais, praticantes, são os estados a ser experenciado com o mais elevado conhecimento?”
São a Sabedoria e a Libertação.
“E quais, praticantes, são os estados a serem cultivados com o mais elevado conhecimento?
São a calma e a absorção meditativa (Insight).
“E como um praticante que cultiva o Nobre Caminho Óctuplo, que assiduamente pratica o Nobre Caminho Óctuplo, compreende..., abandona..., chega à experiência..., cultiva..., com o mais elevado conhecimento esses estados que são para serem dessa forma compreendidos, abandonados, experenciados, cultivados?”
Desta forma, praticantes: um praticante cultiva a Visão Correta..., a Correta Concentração que se baseia no desapego, na serenidade, levando à maturidade da entrega total. Dessa forma ele, ou ela, compreende..., abandona..., chega à experiência..., cultiva, com o conhecimento mais elevado, aqueles estados que são para serem dessa forma compreendidos, abandonados, experenciados, cultivados.

www.acessoinsight.com



As Cinco Fases da Experiência Meditativa
“Olha a montanha. Ela é totalmente estável e não oscilante.  De igual modo, sua mente deve ser firme e estável.”
Milarepa
1.      Instabilidade
Normalmente temos uma mente repleta de pensamentos, julgamentos e criticas. E é esta mente inquieta que dificulta o praticante manter a Plena Atenção ao objeto de meditação escolhido. Uma imagem que representa bem é a de uma corredeira, com a água correndo veloz  barulhenta e intensamente.
2.      Realização
À medida que evoluímos na prática meditativa, aumentamos nossa capacidade de concentração, ou seja, mantemos o foco no objeto escolhido para a meditação e isto é um aspecto fundamental da prática. E persistir no foco leva à realização. A mente se torna como um rio que flui seguindo as nuance da geografia do campo.
3.      Familiarização
Nesta fase os pensamentos diminuem porque a prática meditativa entre outros aspectos permite que tomemos consciência dos nossos processos internos, surge então contentamento, suavidade e paz. Agora podemos comparar a mente com um rio que flui tranquilamente.
4.      Estabilidade
A estabilidade é a contínua presença no estado de Atenção Plena, onde relaxamos nas atividades e nos desprendemos calmamente. A mente se mantém em um estado sem os pensamentos ruminantes. É a imagem de um lago calmo.
5.      Completa Estabilidade
A estabilidade é completa dentro ou fora de nós, não nos perdemos diante das diferentes situações diárias, porque alcançamos clareza e discernimento. A mente se torna como uma montanha, forte, imóvel, estável.
Referências:
Escola de Meditação e Artes contemplativas.


  

terça-feira, 7 de maio de 2013


Meditação Mindfulness
Os Quatro Fundamentos da Atenção Plena

I - Atenção Plena no Corpo
1.      Atenção Plena na Respiração
Há muitas formas de praticar estes exercícios. A mais básica é se concentrar na sensação da respiração na ponta do nariz, permanecer ciente da respiração, tanto na inspiração como na expiração, observando todo o processo do inicio ao fim.
2.    Postura do Corpo
As quatro posturas básicas estão caminhando, em pé, sentado e deitado. O exercício é estar simplesmente ciente de todas as sensações do corpo.
3.    Clara Compreensão (Sampaajnna)
ü  Clara compreensão do propósito. Porque estou realizando está ação?
ü  Clara compreensão da adequação. Esta ação é adequada de acordo com esta circunstancia?
ü  Clara compreensão do domínio da meditação. Posso incorporar a prática no dia a dia?
ü  Clara compreensão da realidade – observar as três características em todas as suas atividades, ou seja, impermanência, sofrimento e não – eu.
4.    Reflexão sobre a realidade desse corpo
Ver o corpo como uma composição de partes líquidas e sólidas. No Budismo são consideradas 32 partes.
5.    Reflexão sobre os elementos materiais
Ver o corpo como um processo físico. A física tradicional é baseada nos quatros elementos: terra (extensão), água (coesão), ar (motilidade) e fogo (energia). Alternativamente, podem ser utilizados conceitos mais modernos.
6.    As contemplações no cemitério
Plena Consciência da impermanência do corpo e para quebrar a ilusão da imortalidade. Budha organizou uma lista para ser utilizada como exercício de visualização, que passa da repulsa a tranqüilidade.
ü  O corpo apodrecido (primeiros dias da morte);
ü  O cadáver sendo devorado por animais e vermes;
ü  O esqueleto, sem a carne e sem sangue;
ü  Os ossos espalhados;
ü  Os ossos branqueados pelo Sol;
ü  Os ossos amontoados em pilhas;
ü  Pó dos ossos.

II – A Contemplação dos Sentidos
Os sentimentos (Vedana), não devem ser com fundidos com as formações mentais mais complexos, denominados pela psicologia de emoções. Os sentimentos no sentido técnico aqui utilizado são os básicos, e eles podem ser classificados de várias maneiras:
ü Agradável, desagradável ou neutro;
ü Corporal e mental;
ü Mundano ou supramundano.
Uma sensação agradável pode ser considerada aquela que dá prazer (comida, sexo...), uma sensação agradável no sentido supramundano é aquela que vem pelo Jhana. Uma sensação desagradável no sentido mundano é, por exemplo, a tristeza pela perda de bens.
III – Contemplação da Mente
Questionamentos que faz perceber qual o estado da mente, tais como: Sinto ódio? Tenho ilusão ou não? Estou distraído? Vivo disperso? Sou livre?
As respostas revelam o estado da mente, o nível de consciência que está presente.
IV – Contemplação da mente com objetos (Dhammas)
1.     Os cinco obstáculos:
ü Sentido, desejo, raiva, preguiça e torpor, preocupação e agitação, dúvida;
Formas de combate:
ü Sentido, desejo – Atenção Plena na respiração;
ü Raiva – Meditação Metta Bhavana;
ü Preguiça e Torpor – Mudança de postura na vida, percepção da Clara Luz;
ü Preocupação – Atenção Plena na respiração;
ü Dúvida – Estudos, questionamentos.
2.     Os cinco Agregados do Apego
Os cinco constituintes para dissipar a idéia de um “eu”.
ü  Forma;
ü  Sentimento;
ü  Percepção;
ü  Formações Mentais;
ü  Consciência.
3.     Os seis sentidos internos e externos
ü  Olhos / Visão
ü  Ouvidos / Som
ü  Nariz / Odor
ü  Língua / Paladar
ü  Pele / Toque
ü  Mente / Formações Mentais
4.     Os Sete Fatores da Iluminação
ü Investigação do Dhamma
ü Energia
ü Êxtase
ü Atenção
ü Tranqüilidade
ü Concentração
ü Equanimidade
Os primeiros três fatores podem ser desenvolvidos quando a mente está calma, os últimos três quando a mente está agitada. A meditação Mindfulness pode ser praticada em todas as circunstâncias.
5.     As Quatro Nobres Verdades
1)     A Nobre Verdade do Sofrimento – nascimento, doença, velhice e morte, não conseguir o que quer, os cinco agregados influenciados pelo apego;
2)    A Nobre Verdade da Origem do Sofrimento – Desejo;
3)    A Nobre Verdade da Cessação do Sofrimento - Extinção do Desejo (Nibbana);
4)    A Nobre Verdade do Caminho que Conduz à Cessação do Sofrimento – O Caminho Óctuplo: o entendimento correto, pensamento correto, fala correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta e concentração correta.
Satipatthana Sutta D 22



As Três Reverências
 Estes ensinamentos foram retirados do Livro de Tcich Nhat Hanh –“Ensinamentos Sobre o Amor”.

As três reverências são também conhecidas como os “Os Três Toques da Terra”. Esta prática nos ajuda a retornar à Terra e às nossas raízes espirituais e de sangue, restabelece a comunicação e as nossas conexões.
Primeira Reverência
Tocando a terra, conecto-me aos meus ancestrais e aos descendentes das minhas duas famílias; a espiritual e a de sangue. Meus antepassados espirituais são o Budha, os Bodhisattvas, o nobre Sangha de discípulos, (pode incluir outros nomes que você desejar) e meus próprios mestres espirituais ainda vivos ou falecidos. Eles estão presentes dentro de mim porque me transmitiram sementes de paz, sabedoria, amor e felicidade. Despertaram em mim os meios da compreensão e da solidariedade. Quando olho para os meus antepassados espirituais, vejo aqueles que são perfeitos na prática dos preceitos, da compreensão e da solidariedade e também os que não atingiram a plena perfeição. Aceito todos eles, pois reconheço que possuo imperfeições e fraquezas. Consciente de que nem sempre sou perfeito na prática dos preceitos e que nem sempre sou compreensivo e compassivo como gostaria de ser, abro meu coração e aceito todos os meus descendentes espirituais. Alguns deles praticam os preceitos, a compreensão e a solidariedade  de um modo que inspira confiança e respeito, mas existem também os que encontram muitas dificuldades e estão constantemente sujeitos a altos e baixos na sua prática.

Da mesma maneira, aceito todos os meus antepassados maternos e paternos. Aceito todas as usas boas qualidade e ações virtuosas, bem como todas as suas fraquezas. Meus antepassados e descendentes espirituais e de sangue fazem, todos eles, parte de mim. Eu sou eles e eles são eu. Não tenho um  eu separado. Tudo existe como parte de uma maravilhosa corrente de vida que está em constante movimento.

Segunda Reverência
Tocando a terra, conecto-me a todas as pessoas e a todas as espécies que estão vivas neste momento, neste mundo comigo. Sou um com o maravilhoso padrão de vida que se irradia em todas as direções. Sinto a estreita conexão existente entre mim e os outros – sinto como todos nós compartilhamos felicidade e sofrimento.

Sou um também com aqueles que nasceram deficientes ou que foram incapacitados em decorrência de guerras, acidentes ou doenças. Sou um com os que foram subjugados em uma situação de guerra e opressão. Sou um também com os que foram não encontram a felicidade familiar, que não têm raízes e nem paz de espírito, que têm sede de compreensão e amor, que estão a procura de algo bonito, sadio e verdadeiro a que possam abraçar e em que possam acreditar. Sou alguém prestes a morrer, que está com muito medo e não sabe o que vai acontecer. Sou ao mesmo tempo a criança que vive em um lugar onde existe miséria e doença, cujos braços e pernas se assemelham a gravetos e que não têm futuro. Sou o fabricante de bombas que são vendidas aos países pobres. Sou o sapo nadando no lago e sou também a cobra que precisa do corpo do sapo para alimentar seu próprio corpo. Sou a lagarta e a formiga que o pássaro está procurando para comer. E sou também o pássaro que está procurando a lagarta e a formiga. Sou a floresta que está sendo devastada. Sou os rios e o ar que estão sendo poluídos e sou a pessoa que derruba a floresta e polui os rios e o ar. Vejo a mim mesmo em todas as espécies e também vejo todas as espécies em mim.

Terceira Reverência
Tocando a terra, abandona a ideia

 de que sou esse corpo e de que meu tempo de vida é limitado. Compreendo que este corpo, constituído de quatro elementos, de fato não me representa e nem me limita. Faço parte de uma corrente de vida de ancestrais espirituais e antepassados de sangue que, por milhares de anos, vem fluindo no presente e assim continuará por milhares de anos no futuro. Sou um só com meus ancestrais, com todos os povos e todas as espécies, sejam pacíficos e destemidos, sejam sofredores e amedrontados. Neste exato momento, estou em toda parte deste planeta. Estou presente também no passado e no futuro. A desintegração deste corpo não me altera, do mesmo modo que, quando as flores da ameixeira caem, isso não significa o fim desta árvore. Vejo-me como uma onda na superfície do oceano, minha natureza é a água do oceano. Estou em todas as outras ondas, e todas as outras ondas estão em mim. O aparecimento e desaparecimento da forma da onda não afetam o oceano. Meu corpo de Dharma e a sabedoria da vida não estão sujeitos ao nascimento e à morte. Vejo – me presente antes mesmo da manifestação do meu corpo físico e depois da sua desintegração. Mesmo nesse momento, vejo como também existo em outro lugar que não é este corpo. Setenta ou oitenta anos não é meu tempo de vida. Meu período de vida, como o de uma folha ou de um Budha, não tem limite. Eu já ultrapassei a idéia de que sou um corpo separado no espaço e no tempo das demais formas de vida.

segunda-feira, 6 de maio de 2013


As 8 Consciências do Budismo
Muitos alunos me perguntam afinal o que é consciência? A filosofia budista ensina que temos oito consciências. As cinco primeiras são diretamente conectadas com os cinco órgãos dos sentidos, assim temos a consciência visual, a consciência olfativa, a consciência auditiva, a consciência que vem pelo tato e a consciência que vem pelo paladar. Os estímulos visuais, sensoriais e os auditivos ocorrem dentro da sexta consciência – a consciência mental.
De acordo com os ensinamentos de Budha os órgãos sensoriais do corpo humano são como portões de percepção para as cinco primeiras consciências. E estas consciências não fazem discriminação, ou julgamentos e criticas sobre a percepção por isso elas tocam a realidade das coisas tais como são. A consciência mental distorce a percepção da realidade das primeiras cinco consciências.
A sétima é conhecida como Manas ou mente aflita ou mente klesha. O relacionamento de Manas com a oitava consciência é muito sutil. É ela que encarna a idéia de que existe um “eu” independentemente do nosso estado, quer estejamos dormindo ou acordados, felizes ou tristes, positivos ou negativos, esta sétima consciência sempre se apega a sensação de um eu existente. É nela que surgem os três venenos: ganância, paixão e ignorância. Na sétima consciência surgem os traços de personalidade.
A oitava consciência de acordo com os textos budista oferece uma compreensão abrangente de quem somos, é conhecida como a consciência armazenadora, pois contem as sementes de todas as outras. O objetivo do budismo é se concentrar em entender a mente e purificar as oito consciências, até chegarmos a tocar a realidade das coisas tais como são. Até que isto ocorra estas oito consciências atuam como várias camadas constantemente operando em conjunto para criar a vida que vivemos.
A sexta consciência é a mental, a primeira das consciências internas, ela engloba entre outras coisas a felicidade, a excitação ou a frustração da experiência individual, e é consciência da conceituação, nela quem está envolvido é o cérebro. É nela que as sementes regadas na oitava consciência se transformam em formações mentais que irão gerar novas sementes que neste processo se fortalecem. A capacidade de relembrar o passado, fazer reflexões e planejar o futuro com emoções ocorre na sexta consciência. As cinco primeiras consciências são incapazes de pensar, refletir, analisar, estas habilidades pertencem à da consciência mental.
A oitava consciência ou Alaya em sânscrito atua como a consciência da qual todas as outras surgem; uma de suas funções é armazenar todas as impressões latentes que são criadas pelas demais. Essas impressões latentes são chamadas de “Chagpa” em tibetano e quando praticamos ações positivas, armazenamos sementes karmicamente positivas que mais tarde quando devidamente regadas podem se transformar em formações mentais positivas. Se praticarmos atos negativos, tais como ofender pessoas, roubar, matar, enganar, criamos sementes karmicamente negativas, quanto mais ações deste tipo praticamos mais regamos as sementes negativas que se transformarão em formações mentais negativas, como num ciclo sem fim. É por isso que no Budismo está oitava consciência é conhecida como consciência armazenadora!
Alguns estudiosos sugerem que uma representação adequada para esta consciência é a imagem de um rio que está sempre fluindo. Um fluxo de energia que está continuamente mudando, mas como um rio que não perde sua identidade e sua consistência, através dos ciclos sucessivos de vida e morte. E é esta habilidade de fluir que abre um campo de infinitas possibilidades para transformar as sementes e formações mentais contidas na oitava consciência.
As duas principais funções da oitava consciência são reconhecer tudo o que acontece momento a momento, inconsciente e conscientemente e ao mesmo tempo em ato contínuo armazenar tudo como sementes karmicas.
É por isso que a prática contínua da Plena Consciência é importante, devemos nos esforçar para identificar a qualidade das sementes que existem em nós e aquelas que estamos sempre regando e fortalecendo. A única consciência capaz de alcançar a claridade pura é a consciência armazenadora, pois embora ela contenha as sementes de todas as qualidades ela é indeterminada, ou seja, não é saudável nem nociva. Assim quando mantemos a Plena Consciência, temos a oportunidade de fortalecer as boas sementes.
A prática da meditação entre outros exercícios das mais diversas culturais, permite neutralizar os efeitos venenosos da sétima consciência.
Mas há mais uma consciência – a Consciência Pura ou a Natureza de Budha “Amala Vijnana” – existente em todos os seres. Viver com todos os atos e pensamentos por ela direcionados é viver no Nirvana.


Saleela Devi
REFERENCIA:
Thich Nhat Hanh – TRANSFORMAÇÕES DA CONSCIÊNCIA -  Ed Pensamento