quarta-feira, 24 de junho de 2015

Retiro de Meditação Metta Bhavana


Tema: A Sabedoria que vem do Coração

O nosso Retiro de Meditação Metta Bhavana vai acontecer nos dias 10 a 12 de Outubro de 2015, onde estudaremos o tema: A Sabedoria que vem do Coração com prática de meditação Metta Bhavana e Mindfulness.

Ele acontecerá no Centro Paulus, que se localiza na Rua Amaro Alves do Rosário, 102 que fica em Parelheiros em São Paulo/SP  CEP.: 04884 – 000. Fotos do local e das acomodações podem ser vistas no BLOG.: http://saleeladeviterapias.blogspot.com.br/

Venha passar pela experiência de um retiro de meditação onde poderá desenvolver a sua atenção, foco e concentração com práticas contemplativas e dar os passos para investigar o Self com a sua sabedoria interna. Sabemos da importância de termos compaixão para podermos cultivar e equilibrar as nossas emoções, como também sabemos da relevância da compaixão para com o outro, não vivemos sozinhos e se desejamos mudar o mundo em que vivemos precisamos começar mudando a nós mesmos.

Este evento é aberto a todas as pessoas com idade acima dos 18 anos e que buscam o comprometimento com o autoconhecimento, desenvolvimento e expansão da consciência. Não é necessário ter prática em meditação.

Várias pesquisas e estudos científicos estão sendo desenvolvidos em diversas universidades e centros de pesquisas como o CCARE da Universidade de Stanford, a Universidade de Massachusstes, Universidade de Wisconsin sobre a importância da Compaixão e do Altruísmo. Pesquisadores como Paul Gilbert, Sharon Salzberg, Dr. Richard Davidson, W. Alan Wallace, entre muitos outros nomes de relevância e respeito no mundo científico, acompanhados e motivados por SS Dalai Lama e o Monge Matthieu Ricard que trabalham arduamente para incluir a Compaixão em todos os aspectos da vida do ser humano como fonte de cura, saúde e paz. Desejamos com este retiro possa levar a todos a reflexão deste tema em um trabalho consigo mesmo e com o próximo.

A PROGRAMAÇÃO DOS DIAS 10 A 12 DE OUTUBRO INCLUI:

·      Compaixão, Altruísmo, Amor Incondicional
··      O Self Compassivo;
·      O Poder Crítico do Self;
·      Alterando a Autocrítica;
·      Ajustando a Compaixão Ideal
·      Ajustando a Compaixão com os Outros;
·      Usando a Memória, trabalhando com a Comapixão;
·      Técnicas de Meditação Mindfulness, Zen e Metta Bhavana
·      Exercícios Respiratórios  e de alongamentos.
-   Exercícios - BA DUAN JIN - OS Brocados de Seda

Valor do Investimento em você: R$ 900,00

Formas de Pagamento:

·      Este valor pode ser parcelado em até 3 vezes. Sendo a data limite da ultima parcela o 5 de Outubro de 2015. Pode ser através de cheques pré-datados, ou deposito bancário.
·      Desconto de 5% para pagamento a vista. Serão aulas teóricas com exercícios de trabalho interno intercalados com meditação.
·      Sistema Bcash para pagamento com cartão de crédito onde poderá parcelar em mais vezes. Carrinho de Compras do Blog. http://saleeladeviterapias.blogspot.com.br/
·      Em caso de desistência ficarão retidos 30% do valor pago.

Este valor inclui:

·      Acomodação em quarto duplo ou triplo estilo albergue do Centro Paulus, conforme fotos abaixo;
·      Serão cinco refeições (Café da Manhã, 2 Coffee Breaks, Almoço e Jantar). Aulas teórico/práticas sobre o tema e aulas de Meditação Zen Metta Bhavana e Mindfulness, Apostila e Certificado de Participação.

Observação: Para quem desejar dormitório individual, ou suíte os valores são diferenciados e o cálculo será passado por e-mail. Porém neste caso, não será possível parcelar via Cartão de Credito.

Não nos responsabilizamos pelo transporte, mas havendo a possibilidade haverá o Programa de Carona solidária.

No nosso Blog, você encontrará valores e formas de pagamento. Se desejar participar entre em contato pelo e-mail: saleela.devi@gmail.com e reserve já a sua vaga.

Contato com a Facilitadora:


Telefone: (11) 9 9463 5825 (Claro)

Psicoterapeuta Sonia A. F. Santos – Mais de 15 anos de experiência como Analista Junguiana, Integral Therapist, Trance Therapist e Mindfulness Therapist. Atua com diversas ferramentas como, por exemplo: Regressão, Terapia Focada na Compaixão, Voice Dialogue, Hipnose Ericssoniana, Terceira Geração da Hipnose, Psicologia Contemplativa, Calatonia, Spiritual and Life Coach, Arteterapia. Facilitadora e coordenadora de cursos, grupos de estudos, palestras, retiros, oficinas e workshops nas áreas de desenvolvimento e expansão da consciência, Programa de 8 Semanas de Mindfulness (MBSR),  Terapia de Grupo, Treinamento em Meditação, Pensamento Filosófico Oriental, Espiritualidade Integral, Mandalas, Meditação nas Empresas e Escolas, Um Curso em Milagres entre outros.

 














sábado, 20 de junho de 2015

Afinal, devemos ter Apego ou Desapego?

Apenas uma discussão – porque afinal ninguém quer sofrer, e a busca pelo bem-estar, a tão procurada qualidade de vida e a felicidade devem ser trilhadas em estradas seguras.

Todos nós queremos o bem-estar, uma vida sem mentiras nem sofrimentos. Porém o apego para a Psicologia Budista é um veneno, de acordo com os ensinamentos budistas todo o sofrimento vem do apego que desenvolvemos pelas coisas, pessoas, conhecimentos, crenças, etc.. Nossa experiência de vida é profundamente afetada nos primeiros anos de vida, por mais amados que tenhamos sido pelos nossos pais e por quem mais tenha cuidado de nós. O apego que desenvolvemos por quem cuida de nós afeta nos relacionamentos ao longo de nossas vidas, seja de forma positiva ou negativa. Até mesmo o apego ao prazer ou ao bem-estar pode provocar sofrimento. E a fim de acabar com o sofrimento somos ensinados a nos desapegar.

Para quem estuda a Psicologia Budista e todo o conjunto de ensinamentos, fica contraditório aplicar a teoria do desapego, principalmente quando estamos diante de relacionamentos tão complexos como os dos pais e filhos. Principalmente quando pensamos em parentalidade consciente.

Gostaria de alguma forma relacionar a Teoria do Apego e a Psicologia Budista ou Contemplativa, para verificar se realmente existe alguma contradição entre estas abordagens, já que todos os caminhos para a felicidade são consistentes.

Estudo o desenvolvimento e a expansão da consciência a muitos anos, principalmente a importância de liderarmos conscientemente as nossas vidas em todos os seus aspectos. Pessoalmente acredito que a mudança do mundo começa com a mudança interna. E este estudo levou a buscar no Oriente, com especial atenção aos ensinamentos do Vedanta e posteriormente dos budistas, e por ultima da Psicologia Integral para dar consistência e clareza às minhas pesquisas. A prática da meditação ajudou no processo, e com o tempo revelou-se para mim, como já tinha acontecido claro com inúmeros grandes nomes da área de fundamental importância.

A Teoria do Apego 

Ela foi iniciada por John Bowlby e Mary Ainsworth – e diz respeito à qualidade da relação que existe entre o pai/cuidador e a criança; está conectada com o desejo inato de estabelecer um laço afetivo. A criança não consegue viver por conta própria, precisa de cuidados especiais desde o nascer para crescer de forma saudável e íntegra, assim ela se apega àqueles que dela cuidam. Mas sabemos que crianças que vem em instituições de péssima qualidade, por exemplo, podem não desenvolver nenhum apego, principalmente quando se sentem isoladas. E isto terá reflexos negativos na formação de sua personalidade, um teste chamado de Strange Situation feito em laboratório pode identificar o padrão de apego em crianças a partir de um ano de idade. O apego pode ser dividido em dois padrões de fixação: Organizado e o Desorganizado.

O apego organizado, pode ser ainda classificado de seguro ou inseguro. Como exemplo de Apego Seguro temo o da criança que chora quando o pai/cuidador se afasta dela, um cuidador que desempenha o seu papel de forma adequada, suprindo todas as necessidades da criança. Este tipo de apego ainda é subdividido em: esquivo e ambivalente. O Apego evitativo é aquele  é aquela que ignora quando o cuidador se afasta. Uma criança com apego ambivalente é mais “grudenta, pegajosa”, tem certa raiva do cuidador/pai.

O Apego Desorganizado é aquele que surge fruto de ameaças ou abusos do cuidador/pai, a criança desenvolve o medo. As crianças com apego desorganizado desenvolvem um estado de confusão, porque o cuidador ao mesmo tempo é fonte de ameaças, conforto e cuidados essenciais. Assim ela costuma ter comportamentos contraditórios, tais como o congelamento, incapacidade de julgar ou de fugir.

O AAI (Adult Attachment) consegue identificar o tipo de padrão de apego em um adulto  que corresponde ao padrão de apego infantil.

As pessoas com apego seguro são mais resiliente quando ocorre situações de luto, lidam melhor com a dor da solidão. Já as que têm o padrão de apego inseguro tem maior dificuldade em lidar com a dor. Aquelas com padrão ambivalente costumam ser excessivamente emocionais, e as com apego evitativo ignoram as suas emoções além do limite razoável.

A Teoria do Apego foi resumida a ponto de apenas compreendermos que o apego seguro é o padrão desejável para adultos e crianças. Formas  de comportamentos parentais que levem ao desenvolvimento do Apego organizado (Seguro, Evitativo ou Ambivalente) são aqueles considerados “suficientemente bom” segundo George e Salomão (1999).

A Psicologia Budista

Na Psicologia Budista assim como em todos os Sutras, traduzidos da língua Pali, a palavra Dukka, quer dizer sofrimento, e tem um sentido muito amplo indo da dor física, tristeza, pobreza etc, portanto todo e qualquer sofrimento associados à matéria, emoções/sensações, relacionamentos etc. E a busca do Budismo é pelo fim do sofrimento, e faz uma sutil distinção entre desejo e apego. O sofrimento surge quando dedico especial ou excessiva atenção ao objeto do desejo, e apego é quando não permito que o objeto do desejo se vá. Então para a Psicologia Budista o desejo causa o apego. O desejo é um fator condicionado à mente, funciona de forma automática e por isto é explicado como a fonte do sofrimento. Os ensinamentos budistas nos ensinam que podemos acabar com o sofrimento, desaparecendo com o desejo, e quando isto ocorre passamos para um estado mental denominado de Iluminação. Para que isto ocorra é fundamental a observância dos conselhos, atividades diárias e a prática da meditação.

A questão não está na proibição de termos desejos, mas na ânsia que ele causa que nos faz sofrer. Assim o mais saudável é a repressão dos desejos.  E isto vale para todos os seres humanos, budistas e não budistas. Porque sabemos que por trás do desejo estão sentimentos de ganância e obsessão e todas as outras formas de posse. Os ensinamentos não são funcionais e adequados somente para quem prática a filosofia budistas, ela é funcional para todos os seres que querem desenvolver e expandir a consciência. E as práticas meditativas como as práticas silenciosas, sentadas como a Shamatha (Mindfulness), ou Zen, a Vipassyana nada possuem de religiosas e podem ser praticadas por qualquer pessoa, de todas as idades.

Estudos e pesquisas científicas protocoladas em grandes centros de pesquisas demostraram que a meditação funciona como uma terapia complementar, e por isto tem sido adotada por médicos, psicólogos, psiquiatras, educadores e até mesmo grandes corporações como a Google, Apple, Deustch Bank entre outras tem incentivado a prática diária das técnicas com efeitos positivos.

A Filosofia e a Psicologia Budista trabalham especialmente com técnicas que desenvolvem a bondade (Metta) e a compaixão (Karuna). O uso do termo desapego é muito mal compreendido por leigos quando se referem à Psicologia Budista. Aqui a Bondade Amorosa (Metta Bhavana) é considerada como o amor incondicional, e este por sua vez não é baseado no amor que leva ao prazer sensual, mas uma qualidade de amor desprovido de todos os comportamentos condicionados e estados mentais que incluem até mesmo o controle através de castigos e recompensas. Estudiosos como Jon Kabat Zinn (1997), Napthali (2003) e Matthieu Ricard (2015) apontam nesta mesma direção.

A palavra – Apego – na Psicologia Budista está baseada nos ensinamentos budistas, e é associada à ideia do desejo com qualquer coisa (material, emocional ou mental). Então neste sentido o – não-apego -  significa a ausência do desejo, que é um estado desejável (Vogel 2008), e isto não significa que não existe amor. Para Haidt (2006) que discute a Teoria do Apego e o Budismo, cortar todos os tipos de apegos é um erro, ele escreve “apegos trazem dor, mas também trazem grandes alegrias”.  Certamente que seria um erro cortar as relações e o amor, a proposta de cortar todo o desejo é completamente diferente. Devemos manter em mente que o desejo trás dor e é o amor que trás alegrias. E é neste aspecto que a Teoria do Apego e a Psicologia Budista são consistentes.

Teoria do Apego e o Budismo

Para aqueles que já conhecem um pouquinho sobre o Budismo e a Psicologia por trás de seus ensinamentos, podemos considerar o Apego Seguro como o Caminho do Meio ensinado por Budha em suas Quatro Nobres Verdades. O Caminho do Meio significa antes de mais nada o ato de evitar os extremos tanto de indulgência sensual até a auto mortificação. Para mim é muito mais do que isto, afinal o próprio Budha ensina que nem um dos aspectos dos extremos é bons. Considerando desta forma o não desejo ou não apego podem ser vistos como o Caminho do Meio  entre os extremos, a ânsia excessiva/apego e a supressão dos desejos (Yong via Dilon, 2008). As pessoas com padrão de apego evitativo tendem a minimizar a reação emocional ao sofrimento, aquelas que são ambivalentes tendem a maximizar. Entre estes extremos estão as pessoas com padrão de apego seguro que tendem a responder de forma bastante natural e de forma adequada para a desregulação emocional, sem exagero.

Outra consideração dos ensinamentos budista muito importante é a – Impermanência (Anicca), ou seja, o conceito de que nada, absolutamente nada é permanente. As pessoas com padrão seguro parecem encarnar muito bem este princípio, parecem mesmo saber que nada é realmente seguro. Elas sabem lidar com seus relacionamentos de forma mais natural do que aqueles com padrão inseguro. Pois olham os diferentes aspectos da vida de forma objetiva. Já as pessoas com padrão ambivalente parecem tomar posse das pessoas ou coisas como se tudo estivesse disponível permanentemente. Aquelas com padrão evitativo procuram suprimir o seu desejo pelas pessoas ou coisas como se elas fossem permanentemente indisponíveis. Podemos refletir sobre a citação de Goldstein e Kornfield (1987) sobre a Teoria do Apego:

As coisas são inseguras e insatisfatórias no sentido de que algo está sempre mudando é incapaz de dar-nos uma sensação duradoura de conclusão ou realização. Quando vemos isso profundamente em nós mesmos, mas também começa a descondicionar as forças fortes do desejo e apego na mente. Nós começamos a deixar ir, permitindo o fluxo inevitável da mudança, em vez de tentar agarrar a alguma coisa pensando que ela vai nos fazer felizes para sempre depois”.

Para Shaver (2006) a “Teoria do Apego ajuda a explicar porque as pessoas inseguras são menos compassivas e gentis do que as pessoas seguras: Oferecer um cuidado é um sistema comportamental inato, que é prejudicado pela insegurança do apego”. Em certo sentido, as pessoas com apego inseguro estão mais preocupadas consigo mesmas (Gillath e Shaver 2005).

Estamos vivendo tempos em que cada indivíduo se auto valoriza, a noção de não – eu parece chocante e estranha.  Porém para a Psicologia Budista, o não – eu é tão importante quanto o sofrimento e a impermanência. O Budismo não nega a autoconsciência, mas ao contrário postula que não existe uma entidade contínua, permanentemente associada a cada indivíduo.  Muitas pesquisas e estudos científicos mostram que a posição budista não é muito diferente dos desenvolvimentos recentes da ciência. Alguns pesquisadores sobre a Teoria do Apego argumentam que o ser contínuo é uma ilusão do “eu”, é uma coleção de atitudes, expectativas, significados e sentimentos (Siegel, 1999).

Todas as estradas para o bem-estar devem ser consistentes

Devemos considerar esta reflexão de forma bem ampla, incluindo os aspectos físicos, psicológicos, sociais e muitos outros. Uma felicidade obtida à custa de outra pessoa está muito longe de ser verdadeira. Também devemos considerar que existem diferentes abordagens com bem-estar. Mas todas elas devem ser coerentes, mesmo que mudem os ambientes, lugares ou tempos.  Por exemplo: algumas pessoas têm mais sensações de bem-estar com posturas invertidas no Yoga, enquanto que outras não.
Devemos então manter as nossas mentes bem abertas para o que significa bem-estar. A Psicologia Budista, assim como a sua Filosofia e Religião são notórios sobre a importância da abertura espiritual. SS Dalai Lama (2005) afirma: “se a análise científica fosse conclusiva para demonstrar determinadas alegações que o Budismo  são falsas, então devemos aceitar as descobertas da ciência e abandonar essas alegações”. Ele tem sido muito reconhecido pelo seu esforço em acolher e/ou assistir a conferências que integram o Budismo e a ciência. O próprio Budha repetidamente instava seus seguidores a experimentar e verificar as suas palavras por si-mesmos. Isso demonstra a confiança que os ensinamentos budistas nos passam.

Concluindo

O Apego Seguro é um estado desejável e de maior relevância que o não-apego, e o não desejo instado pelo Budismo (com significado mais preciso do que não – apego) apontam na mesma direção e sem nenhuma contradição. O apego seguro pode ser observado em outras noções dos ensinamentos budistas como: caminho do meio, impermanência e não-eu. O que leva à hipótese de que todos os caminhos para o bem-estar são consistentes.  Mas para que isto ocorra é muito importante nos mantermos com a mente aberta a novas reflexões e propostas, ou seja, exclusivismo não leva ao bem-estar. E por ultimo, que a prática diária e disciplinada da meditação pode e deve ser aplicada para o auto aperfeiçoamento, inclusive nos casos de apego inseguro e nos casos de pensamentos condicionados.

Nobo Komagata (Set/2009)

REFERÊNCIAS:
·  Copeland, Liz 2007 Budhist Parenting;
·  Goldstein, Joseph and Kornfield Seeking the heart of wisdom: The Path os Insight Meditation; (1987)
·  Kabat Zinn, Myla, (1997) Everyday Blessings: The Inner Work of Mindfulness Pareting;

·   Komagata, Nobo e Komagata Sachiko (2008) Unconditional Pareting and Secure Attachment. http://nobo.komagata.net/pub/Komagata09-Xtachment.html


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terça-feira, 16 de junho de 2015

Insônia


A Insônia é uma desordem do sono, entre as suas características estão ou a dificuldade de relaxar e adormecer e/ou dormir a noite inteira. Podemos listar alguns sintomas:
·         Dificuldade em relaxar;
·         Dificuldade em adormecer;
·         Dormir sem regularidade, acordando diversas vezes durante a noite;
·         Acordar muito cedo se sentindo cansado;
·         Estado de Sonolência durante o dia;
·         Irritabilidade, ansiedade, depressão;
·         Falta de foco, concentração, memória;
·         Dores crônicas como enxaqueca;
·         Problemas cardiorrespiratórios;
·         Problemas gastrointestinais;
·         Preocupações contínuas e/ou pensamentos ruminantes.

Tipos de Insônia

São considerados dois tipos de Insônia:

·         Primária – A falta de sono não é decorrente ou associado a algum problema de saúde;
·         Secundária – Significa que a falta de sono ou dificuldade em dormir pode estar associado à outra causa como, por exemplo: asma, bronquite, sinusite, câncer, depressão, etc., dores; uso de medicação ou substâncias ilícitas.
O tempo também pode variar de pessoa para pessoa, assim como a sua durabilidade, pode ser de curto prazo – Insônia Aguda – que pode durar uma noite ou ficar por semanas. Ou pode durar por mais tempo – Insônia Crônica – três a quatro noites por semana durante um mês ou mais.

Possíveis causas:
Insônia Aguda

·         Stress diário;
·         Doença;
·         Desconforto Emocional, Mental ou Físico;
·         Fatores ambientais: ruído, claridade excessiva, mudanças de temperatura, que interferem no processo do sono;
·         Uso de determinados medicamentos para tratamento de Gripes, Resfriados, Depressão, Problemas com pressão arterial, Asma por exemplo.
·         Interferências constantes como troca de turno.
·         Falta de regularidade nos horários.
·         Alimentação inadequada, pesada ou gordurosa.

Insônia Crônica

·      Depressão e/ou Ansiedade;
·      Stress crônico;
·      Dores Crônicas
Independente do tipo é importante a procura de um especialista que além dos exames físicos, análise do histórico médico deve analisar o histórico do sono. Ter um diário onde se controla a qualidade do sono, interferências durante a noite e a vida cotidiana que possam dificultar a qualidade do sono. Podem ser necessários exames mais específicos.

Tratamentos

A Insônia Aguda pode não precisar de tratamento específico, mudanças de hábitos durante o dia e também na hora de dormir podem ter profundos efeitos benéficos. Medicamentos específicos para dormir neste tipo devem ter tempo limitado, drogas de ação curta e que não tenham como efeitos a sonolência durante o dia, porém se deve lembrar que muitas têm efeitos colaterais indesejáveis e tendem a perder a eficácia ao longo do tempo.

Para a Insônia Crônica inclui o tratamento das condições subjacentes que estão causando a insônia.  E neste tipo a Psicoterapia deve ser levada em consideração como aliada ao tratamento clínico. Técnicas de Meditação como a Mindfulness tem sido muito pesquisada, e a muito tempo deixou de ser uma prática mística, para se tornar uma terapia complementar muito respeitado pelos seus múltiplos benefícios físicos mentais e emocionais. Exercícios respiratórios como os Pranayamas do Yoga, também surtem excelentes efeitos, além da terapia de restrição do sono ou exercícios físicos como caminhadas podem ser uteis.

Para combater a Insonia:

Uma mudança radical de hábitos nocivos deve ser considerada para uma boa noite de sono, seguem algumas dicas:
·      Tentar tem um horário regular para dormir, assim como para levantar-se todas as manhãs. Tentar também não dormir durante o dia, nem mesmo pequenos cochilos.
·      Evitar a cafeína, nicotina e álcool, ou qualquer droga ilícita. Elas interferem na qualidade do sono.
·      Procure exercitar-se durante o dia, mas não na hora de dormir para não ficar excitado, da prática de exercício até a hora de dormir procure uma diferença de três a quatro horas.
·      Cuidar da alimentação é fundamental. Não ingerir alimentos pensados, gordurosos ou que tenha estimulantes; apenas um lanche leve pode ajudar a dormir melhor.
·      Procure criar um ambiente agradável e confortável no quarto de dormir. Mantenha a escuridão, o silêncio, e temperatura ambiente natural, nem quente nem frio. Tampões de ouvidos podem ajudar se houverem muitos ruídos.
·      Procure criar uma rotina relaxante antes de dormir. Até mesmo colcoar os pés em água quente e depois calçar meias  e ir direto para a cama. Ler um bom livro, ouvir musica  suave, ou tomar um banho.
·      Evitar levantar-se para resolver problemas. Também evite usar a cama para outra coisa senão dormir ou sexo.
·      Se não conseguir relaxar, levante-se  e procure ler ou distrair-se com algo que não seja excitante. Só volte para a cama quando sentir sono.
·      Se estiver em um momento de muito stress, procure organizar por escrito uma lista das coisas que tem para fazer no dia seguinte antes de ir para a cama. Certifique-se que colocou nela as suas principais preocupações.

Referencia:

The National Sleep Foudation, MD Louis R Chanin

Saiba mais sobre o meu trabalho:



Ofereço seminários, retiros, palestras e workshops sobre vários temas relacionados com Mindfulness e Psicoterapia ao longo do ano. Ofereço também Workshops e Oficinas personalizados sob medida para o seu negócio, comunidade ou empresa de acordo com a necessidade profissional para desenvolver liderança consciente. Para mais informações entre em contato comigo pelo telefone (11) 99463 5825 ou por e-mail:  saleela.devi@gmail.com